27 de julho de 2010

100 belas frases de João Calvino



"seja o que for que Deus tenha que fazer, inquestionavelmente o fará, se ele o tiver prometido."



"Note-se que a fé mune-se de dupla consolação com o poder de Deus. Primeiro, porque sabe que ele tem amplíssimo poder e disposição para fazer-nos bem, visto que o seu braço se estende para reger e governar todas as coisas, que o céu e a terra lhe pertencem, e que também é dele o senhorio. E toda criatura depende de sua boa vontade aplicada a levar avante a salvação dos crentes. Segundo, porque vê que em sua proteção há segurança suficiente, visto que todas as coisas que poderiam frustrá-lo estão sujeitos à sua vontade. E que o Diabo é reprimido por sua vontade, como que por rédeas - ele e todas as suas maquinações. Em resumo, porque tudo quanto poderia contrapor-se à nossa salvação é submisso a seu comando." (João Calvino, As Institutas da Religião Cristã, Ed. Especial, Vl 2, pg. 59)





“Por meio da fé, Cristo nos é comunicado, através de quem chegamos a Deus, e através de quem usufruímos os benefícios da adoção.”



“A fé não consiste na ignorância, senão no conhecimento; e este conhecimento há de se não somente de Deus, senão também de sua divina vontade.”



“Nada é mais solicitamente intentado por satanás do que impregnar nossas mentes, ou com dúvidas, ou com menosprezo pelo evangelho.”



“Felizes, porém, são aqueles, que abraçam o evangelho e firmemente permanecem nele! Porque ele – o evangelho, fora de qualquer dúvida, é a verdade e vida.” [João Calvino, Efésios, São Paulo, Parakletos, 1998, (Ef1.13), p. 35-36].



“Não fechemos, pois, por nossa desumanidade, a porta da misericórdia de Deus, a qual se apresenta a nós tão liberalmente.”



“Os homens jamais encontrarão um antídoto para suas misérias, enquanto, esquecendo-se de seus próprios méritos, diante do fato de que são os únicos a enganar a si próprios, não aprenderem a recorrer à misericórdia gratuita de Deus.” [João Calvino, O livro do Salmo, Vl 1, (Sl 6.4), pp.128,129.]



“Sabemos não haver nenhuma de nossas obras que, à vista de Deus, seja considerada perfeita ou pura e sem qualquer mácula de pecado”.

João Calvino, O livro dos Salmos, Vl 2 (Sl 62.12) pp. 585



“Ninguém possui coisa alguma, em seus próprios recursos, que o faça superior; portanto, quem quer que se ponha num nível mais elevado não passa de imbecil e impertinente. A genuína base da humildade cristã consiste, de um lado, em não se presumido, porque sabemos que nada possuímos de bom em nós mesmos; e, de outro, se Deus implantou algum bem em nós, que o mesmo seja, por esta razão, totalmente debitado à conta da divina Graça”.

João Calvino, Exposição de 1 Corintios (1 Co 4.7), pp. 134,135



“Seja o que for que Deus tenha que fazer, inquestionavelmente o fará, se ele o tiver prometido”

João Calvino, Efésios (Ef 3.20-21) pp. 106



“Deus só é corretamente servido quando sua lei for obedecida. Não se deixa a cada um a liberdade de codificar um sistema de religião ao sabor de sua própria inclinação, senão que o padrão de piedade deve ser tomado da Palavra de Deus”. (João Calvino, O livro de Salmos, São Paulo, Parakletos, 199, Vol 1, p.53)



“Nossa fé não tem que estar fundamentada no que nós tenhamos pensado por nós mesmos, senão no que nos foi prometido por Deus”. (J. Calvino, Sermoes sobre la Obra Salvadora de Cristo, Jenison, Michigan, p. 156)



“Todo crente deve ter desejo fervoroso de contar com Deus em cada momento de sua vida”. (João Calvino, A Verdadeira Vida Cristã, São Paulo, novo Século, p. 31)



“Mas, visto que todo homem é indigno de se dirigir a Deus e de se apresentar diante de sua face, a fim de nos livrar da vergonha que sentimos ou que deveríamos sentir, o Pai celeste nos deu seu Filho, o nosso Senhor Jesus Cristo, para ser o nosso Mediador e advogado para com ele, para que, por meio dele, pudéssemos aproximar-nos livremente dele. Como isso nos certificamos de que, tendo tal Intercessor, o qual não pode ser recusado pelo Pai, também nada nos será negado de tudo o que pedirmos em seu nome. Seguros também de que o trono de Deus não é somente trono de majestade, mas também de sua graça, podendo nós comparecer perante ele com toda a confiança e ousadia, em nome de Mediador e Intercessor, para rogar misericórdia e encontrar graça e ajuda, em toda necessidade que tivermos.” (João Calvino, As Institutas, Vl 03, Ed. Cep, Edição especial, p. 101)



“Não busquemos a causa em parte alguma, senão na vontade divina” (J. Calvino, Exposição de Romanos, p. 337)



“Esta é a permuta que, em sua bondade infinita, ele quis fazer conosco: recebeu nossa pobreza, e nos transferiu suas riquezas; levou sobre si a nossa fraqueza, e nos fortaleceu com o seu poder; assumiu a nossa mortalidade, e fez nossa a sua imortalidade; desceu à terra, e abriu o caminho para o céu; fez-se Filho do homem, e nos fez filhos de Deus.” [João Calvino, As institutas, Cap XII, pg 6, Vl 4, edição especial, Editora Cep.]



“Os crentes não oram com a intenção de informar a Deus a respeito das coisas que ele desconhece, ou para incitá-lo a cumprir o seu dever, ou para apressá-lo, com se ele fosse relutante. Pelo contrário, eles oram para que assim possam despertar-se e buscá-lo, e assim exercitem sua fé na meditação das suas promessas, e aliviem sua ansiedades, deixando-as nas mão dele; numa palavra, oram com o fim de declarar que sua esperança e expectativa das coisas boas, para eles mesmos e para os outros, está só nele” [John Calvin, Commentary on a Harmony of the Evangelists, Mattew, Mark, and Luke, Grand Rapids, Michigan, Baker Booh House, 1981 (reimpresso), p. 314]



“Nós estamos conscientes de nossa própria debilidades, e desejamos desfrutar a proteção de Deus, Aquele que pode manter-nos invencíveis diante de todos os assaltos de Satanás” [John Calvin, Harmony of the Evangelists, p. 327-328]



“Não oraremos de uma maneira correta a menos que a preocupação por nossa própria salvação e zelo pela glória de Deus sejam inseparavelmente entrelaçados em nossos exercícios.” [João Calvino, O Livro de Salmos, Vol 3, p.259]



“Quando ele [Deus] nos adotou como seus filhos, seu desígnio era acalentar-nos, por assim dizer, em se próprio seio” [João Calvino, O Livro de Salmos, São Paulo, Ed. Parakletos, 2002,Vol 3, p.586]



“Seja qual for a maneira em que Deus se agrada em socorrer-nos, ele não exige nada mais de nós senão que sejamos agradecidos pelo socorro e o guardemos na memória.” [João Calvino, O Livro de Salmos, Vol 2, p.216]



“Ainda que o pecado não reine, ele continua a habitar em nós e a morte é ainda poderosa.”[João Calvino, Efésios, São Paulo, Parakletos, 1999, Vol 1, p.169]]



Somente aqueles que têm acesso a Deus, e que vivem uma vida santa, é que são seus genuínos servos. [João Calvino, O Livro de Salmos, São Paulo, Parakletos, 199, Vol. 1, p. 289]



Muitas vezes o Senhor põe abaixo as deliberações dos seus santos... para que eles fiquem na inteira dependência da sua providência” . [João Calvino, exposição de Romanos, (Rm 1.13)]



A igreja será sempre libertada das calamidades que lhe sobrevém, porque Deus, que é poderoso para salvá-la, jamais suprime dela sua graça e sua bênção. [João Calvino, O Livro de Salmos, São Paulo, Vol. 1, p. 88]



“Aquele que confia ma providência divina deve fugir para Deus com orações e forte clamor.” [João Calvino, O Livro de Salmos, São Paulo, Vol. 1, p. 211]



“Para que tenhamos aqui bom equilíbrio, devemos examinar a Palavra de Deus, na qual temos excelente regra para o entendimento firme e correto. Porquanto, a Escritura é a escola do Espírito Santo, na qual assim como nada que seja útil e salutar conhecer é omitido, assim também não há nada que nela seja ensinado que não seja válido e proveito saber”. [João Calvino, As institutas, Cap VII, pg 39, Vl 1, edição especial, Editora Cep.]





“Exatamente como se dá com pessoas idosas, ou enfermas dos olhos, e tantos quantos sofram de visão embaraçada, se puseres diante delas mesmo um vistoso volume, ainda que reconheçam ser algo escrito, contudo mal poderão ajuntar duas palavras; ajudadas, porém, pela interposição de lentes,. Começarão a ler de forma distinta. Assim a Escritura, coletando-nos na mente conhecimento de Deus que de outra sorte seria confuso, dissipada a escuridão, nos mostra em diáfana clareza o Deus verdadeiro.” [João Calvino, As Institutas – edição Clássica, Vol I, pg 71, Ed Cep,]



“Sempre que a exigüidade do número dos que crêem nos conturbe, em contraste nos venha à mente que ninguém pode compreender os mistérios de Deus senão aqueles a quem foi dado entendê-los.” [João Calvino, As Institutas – edição Clássica, Vol I, pg 81, Ed Cep,]



“Ele [Deus] nos convida a solicitá-los dele, e não nos dirigirmos a ele e nada lhe pedirmos, seria tão nulo como se alguém desprezasse e deixasse enterrado e oculto sob o solo um tesouro que lhe tinha sido mostrado.” [João Calvino, As Institutas – edição Clássica, Vol IV, pg 92, Ed Cep,]



“O Fundamento de nossa vocação é a eleição divina gratuita pela qual fomos ordenados para a vida antes que fôssemos nascidos. Desse fato depende nossa vocação, nossa fé, a concretização de nossa salvação.” [João Calvino, Gálatas, (Gl 4.9), p. 128].



“A santidade inocência, e assim toda e qualquer virtude que porventura exista no homem, são frutos da eleição” [João Calvino, Efésios, (Ef 1.4), p. 25]



“A causa eficaz de fé não é a perspicácia de nossa mente, mas a vocação de Deus. E ele[Pedro (em 2Pe1.3)] não se refere somente à vocação externa, que é em si mesma ineficaz; mas à vocação interna, realizada pelo poder secreto do Espírito, quando Deus não somente emite sons em nossa orelhas pela voz do homem, mas, pelo seu próprio Espírito atrai intimamente nosso corações para ele mesmo. [John Calvin, Calvin’s Commentaries, Grand Rapids, Michigan, Baker Book House, 1996 (reimpresso), Vol.22, (2Pe 1.3, p. 369].





“Ao sabermos que Deus promove esta sua união conosco, devemos lembrar que o laço desta união é a santidade.” [João Calvino, As Institutas – edição Especial, Vol IV, pg 178, Ed Cep,]



“Por que, de que valerá livrar-nos da impureza e da corrupção em que estávamos imersos, se o tempo todo ficamos querendo revolver-nos de novo nessa lama?” [João Calvino, As Institutas – edição Especial, Vol IV, pg 179, Ed Cep,]



“Assim como a alma energiza o corpo, também Cristo comunica vida a seus membros. Eis uma notável afirmação, ou seja, que os crentes vivem fora de si mesmos, isto é, em Cristo”. [João Calvino, Gálatas, São Paulo, Parakletos, 1998, (Gl 2.19, p. 75]



“O genuíno descanso dos fiéis, o qual dura por toda a eternidade, é segundo o descanso de Deus. Como a mais sublime bem-aventurança humana é estar o homem unido com Deus, assim deve ser também o seu propósito último, o qual todos os seu planos e ações devem ser dirigidos” [João Calvino, Exposição de Hebreus, São Paulo, Parakletos, 1997, (Hb 4.3), p. 103 ]





“Porque o evangelho não é uma doutrina de língua, mas de vida.” [João Calvino, As Institutas – edição Especial, Vol IV, pg 181, Ed Cep,]



“Não exijo que a vida do cristão seja um evangelho puro e perfeito, embora o devamos desejar e esforçar-nos por esse ideal. Não exijo, pois, uma perfeição cristã de tal maneira estrita e rigorosa que me leve a não reconhecer como cristão a quem não tenham alcançado. Porque, se fosse assim, todos os homens do mundo seriam excluídos da igreja, visto que não se encontra nem um só que não esteja bem longe dela, por mais que tenha progredido. E a maioria ainda não avançou nada ou quase nada. Todavia, nem por isso os devemos rejeitar. Que fazer então? Certamente devemos ter diante dos nossos olhos como nossa meta a perfeição que Deus ordena, para a qual todas as nossas ações devem ser canalizadas e à qual devemos visar. Repito: temos que nos esforçar para chegar à meta. Sim, pois não é lícito que compartilhemos com Deus apenas aceitando uma parte do que nos é ordenado em sua Palavra e deixando o restante a cargo da nossa fantasia. Porque Deus sempre nos recomenda, em primeiro lugar, integridade.” [João Calvino, As Institutas – edição Especial, Vol IV, pg 182, Ed Cep,]



“A vontade de Deus é a regra pela qual devemos regulamentar todos os nossos deveres.” [João Calvino, As Pastorais, São Paulo, Paraklestos, 1998, (1Tm2.3), p.59]



“Embora o mundo inteiro se ponha contra o povo de Deus, ele não carece, enquanto nutrir o senso de sua integridade, ter receio de desafiar os reis e seus conselheiros, bem como o promiscuo populacho da sociedade.” [João Calvino, O Livro de Salmos, São Paulo, Edições Parakletos, 199, Vol 2. (Sl 58.1), p. 517]



“Como na presente vida não atingiremos pleno e completo vigor, é mister que façamos até à morte”. [João Calvino, Efésios, (Ef 4.15), p. 130]



“Se porventura desejamos lograr algum progresso na escola do Senhor, devemos antes renunciar nosso próprio entendimento e nossa própria vontade.” [J. Calvino, Exposição de 1 Coríntios, São Paulo, Parakletos, 1996. (1 Co 3.3), p. 100]



“Enquanto estamos nesta prisão terrena, nenhum de nós tem a presteza necessária, e, na verdade a maior parte de nós é tão fraca e débil que vacila e coxeia pouco podendo avançar, prossigamos avante, cada um segundo a sua pequena capacidade, e não deixemos de seguir o caminho no qual começamos. Ninguém caminhará tão pobremente que não avance ao menos um pouco por dia, ganhando terreno.” [João Calvino, As Institutas – edição Especial, Vol IV, pg 183, Ed Cep,]



“A maior miséria que um homem pode ter é ignorar a providência de Deus; e, por outro lado, que é uma singular bem-aventurança conhecê-la” [João Calvino, As Institutas, (1541). II.8]



“As coisas neste mundo não são governadas de uma maneira uniforme (...) Deus reserva uma grande parte dos juízos que se propõe executar para o dia final, para que nós estejamos sempre em suspenso, esperando a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” [Juam Calvino, El Uso Adecuanndo de la Afliccion: In Sermones Sobre Job, Jenison, Michigam. T.E.L.L.,1988, (sermon nº19), p. 226]



“Os antigos já diziam com razão que há um mundo de vícios ocultos na alma do homem. E não encontraremos remédio para isso, a não ser que, renunciando ou negando a nós mesmos e deixando de buscar o que nos agrada, impulsionemos e dediquemos o nosso entendimento a buscar as coisas que Deus exige de nós, e a buscá-las unicamente porque lhe são agradáveis.” [João Calvino, As Institutas – edição Especial, Vol IV, pg 186, Ed Cep,]



“No tocante ao reino de Deus e a tudo quanto se acha relacionado à vida espiritual, a luz da razão humana difere pouquíssimo das trevas; pois, antes de ser-lhe mostrado o caminho, ela e extinta; e sua perspicácia não é mais digna que a cegueira, pois quando vai em busca do resultado, ele não existe. Pois os princípios verdadeiros são como as centelhas; essas, porém, são apagadas pela depravação da natureza antes que sejam postas em seu verdadeiro uso” [João Calvino, Efésios, (Ef 4.17), p. 134-135]



“Para nós só a glória de Deus é legítima. Fora de Deus só há mera vaidade.” [João Calvino, Gálatas, São Paulo, Parakletos, 1998, (Gl 5.26), p.173]



“Deus, o Artífice do universo, se nos patenteia na Escritura; e o que dele se deva pensar, nela se expõe, para que não busquemos por veredas ambíguas alguma deidade incerta.” [João Calvino, As Institutas – edição Clássica, Vol I, pg 72, Ed Cep,]



“Uma vez que a corrida será fora da pista, jamais conseguirá ela atingir a meta. Pois assim se deve pensar: o resplendor da face divina, o qual o Apóstolo proclama ser inacessível [1Tm6.16], nos é inextricável labirinto, a não ser que pelo Senhor sejamos dirigidos por intermédio dele pelo fio da Palavra, visto ser preferível claudicar ao longo desta vereda a correr a toda brida fora dela.” [João Calvino, As Institutas – edição Clássica, Vol I, pg 74, Ed Cep,]



“Os erros jamais podem ser arrancados do coração humano, enquanto não for nele implantado o verdadeiro conhecimento de Deus.” [João Calvino, As Institutas – edição Clássica, Vol I, pg 74, Ed Cep,]





“Cristo é fim da lei e a suma do Evangelho” [João Calvino, Efésios, São Paulo, Parakletos, 1998, (Ef2.20), p. 78]



“Somente os crentes genuínos conhecem a diferença entre este estado transitório e a bem-aventurada eternidade, para a qual foram criados; eles sabem qual deve ser a meta de sua vida. Ninguém, pois, pode regular sua vida com uma mente equilibrada, senão aquele que, conhecendo o fim dela, isto é, a morte propriamente dita, é levado a considerar o grande propósito da existência humana neste mundo, para que aspire o prêmio da vocação celestial.” [João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo, Parakletos, 2002, Vol. 3, (Sl 90.12), p. 440].



“A Igreja será sempre libertada das calamidades que lhe sobrevém, porque Deus, que é poderoso para salvá-la, jamais suprime dela sua graça e sua bênção.” [ João Calvino, O livro dos Salmos, (Sl 3.8), Vol 1, p.88]



“Quem quer que recuse admitir que o mundo está sujeito à providência de Deus, ou não crê que sua mão se estende das alturas para governá-lo, tudo faz para pôr fim à existência de Deus.” [João Calvino, O livro dos Salmos, Vol 1, (Sl 10.4), p. 211]



“Muitas vezes o Senhor põe abaixo as deliberações dos santos... para que eles fiquem na inteira dependência da sua providência.” [João Calvino, O Livro dos Salmos, Vol 1, (Sl 8.2), p. 16]



“Os sofrimentos desta vida longe estão de obstruir nossa salvação; antes, ao contrário, são seus assistentes. (...) Embora os leitos e os réprobos se vejam expostos, sem distinção, aos mesmos males, todavia existe uma enorme diferença entre eles, pois Deus instrui os crentes pela instrumentalidade das aflições e consolida sua salvação (...) As aflições, portanto, não devem ser um motivo para nos sentirmos entristecidos, amargurados ou sobrecarregados, a menos que também reprovemos a eleição do Senhor, pela qual fomos predestinados para vida, e vivamos relutantes em levar em nosso ser a imagem do Filho de Deus, por meio da qual somos preparados para glória celestial.” [João Calvino, Exposição de Romanos, São Paulo, Parakletos, 1997, (Rm 8.28,29), p. 293,295].



"Não há nada que Satanás mais tente fazer do que levantar névoas para obscurecer Cristo; pois ele sabe que dessa forma o caminho está aberto para todo tipo de falsidade. Assim, o único meio de manter e também restaurar a doutrina pura e colocar Cristo diante de nossos olhos, exatamente como ele é, com todas as Suas bênçãos, para que Seu poder possa ser verdadeiramente percebido" [João Calvino, As Institutas da Religião Cristã]



“Para que tenhamos aqui bom equilíbrio, devemos examinar a Palavra de Deus, na qual temos excelente regra para o entendimento firme e correto. Porquanto, a Escritura é a escola do Espírito Santo, na qual assim como nada que seja útil e salutar conhecer é omitido, assim também não há nada que nela seja ensinado que não seja válido e proveito saber.” [João Calvino, As institutas, Cap VII, pg 39, Vl 1, edição especial, Editora Cep]



Nós somos do Senhor; vivamos e morramos por ele e para ele. Somos do Senhor; que a sua vontade e a sua sabedoria presidam a todas as nossas ações. Somos do Senhor; relacionemos todos os aspectos da nossa vida com ele como o nosso fim único. Ah, quão proveitoso será para o homem que, reconhecendo que não é dono de si, negue à sua razão o senhorio e o governo de si mesmo e o confie a Deus! Porque, assim como a pior praga, capaz de levar os homens à perdição e à reina, é se comprazerem a si mesmo, assim também o único e singular porto de salvação não está em o homem julgar-se sábio, como tampouco em querer nada de sua vontade própria, mas em seguir unicamente ao Senhor [Rm 14.7,8]. João Calvino, Institutas, Vol 4, pg 177, Edç Esp, Edt CEP.



Em toda a arquitetura de seu universo, Deus nos imprimiu uma clara evidência de sua eterna sabedoria, munificência e poder; e embora em sua própria natureza nos ele invisível, em certa medida se nos faz visível em suas obras. O mundo, portanto, é com razão chamado o espelho da divindade, não porque haja nele suficiente clareza para que os homens alcancem perfeito de Deus, só que contemplamos do mundo, mas porque ele se faz conhecer aos incrédulos de tal maneira que tira deles qualquer chance de justificarem sua ignorância. [...] O mundo foi fundado com esse propósito, a saber: para que servisse de palco à glória divina. João Calvino, Exposição de Hebreus, p. 300-301



As mentes humanas são cegas a essa luz, a qual resplandece em todas as coisas criadas, até que sejam iluminadas pelo Espírito de Deus e comecem a compreender, pela fé, que jamais poderão entendê-lo de outra forma. João Calvino, Exposição de Hebreus, p. 229.



A fé não consiste na ignorância, mas no conhecimento; e este conhecimento há de ser não somente de Deus, mas também de sua divina vontade. João Calvino As Institutas. III.2.2, Editora Cultura Cristã.



A fé verdadeira é aquela que ouve a Palavra de Deus e descansa em Sua promessa. João Calvino, Exposição de Hebreus, p. 318.



Nossa fé não tem que estar fundamentada no que tenhamos pensado por nós mesmos, senão no que foi prometido por Deus. Juan Calvino, Sermones a La Obra Salvadora de Cristo (n 13º), p. 156.



Como as trevas são dispersas pelos raios furtivos do sol, assim todas as invenções e erros perversivos se desvanecem diante desse conhecimento de Deus. João Calvino, O livro dos Salmos, Vol. 3, p. 684.



Visto que a igreja é o reino de Cristo, e que Cristo não reina senão por Sua Palavra, ainda vamos continuar duvidando de que são mentirosas as palavras daqueles que imaginam o reino de Cristo sem o Seu cetro, quer dizer, sem a Sua santa Palavra?

João Calvino, As Institutas (1541), IV.15.



É uma ímpia e danosa invenção tentar privar o povo comum das Santas Escrituras, sob o pretexto de serem elas um mistério oculto, como se todos os que o temem de coração, seja qual for se estado e condição em outros aspectos, não fossem expressamente chamados ao conhecimento da aliança de Deus.

O Livro dos Salmos, vol. 1, p. 558



Eis aqui o principio que distingue nossa religião de todas as demais, ou seja: sabemos que Deus nos falou e estamos plenamente convencidos de que os profetas não falaram de si próprios, mas que, como órgãos do Espírito Santo, pronunciaram somente aquilo para o qual foram do céu comissionados a declarar. Todos quantos desejam beneficiar-se das Escrituras devem antes aceitar isto como um princípio estabelecido, a saber: que a lei e os profetas não são ensinos passados adiante ao bel-prazer dos homens ou produzidos pelas mentes humanas como uma fonte, senão que forma ditados pelo Espírito Santo. João Calvino - As Pastorais, p . 262



Aquelas [epístolas] que o Senhor quis que fossem indispensáveis à sua Igreja, Ele as consagrou por sua providência para que fossem perenemente lembradas. Saibamos, pois, que o que foi deixado nos é suficiente, e que sua insignificância não é acidental; senão que o cânon das Escrituras, o qual se encontra em, nosso poder, foi mantido sob controle através do grandioso conselho de Deus.

João Calvino, Efésios, p. 86



Cabe a nós submeter o nosso juízo e entendimento à verdade de Deus conforme testemunhada pelo Espírito. João Calvino, As Institutas, I. 9.3.



Sempre que o Senhor se nos acerca com sua Palavra, Ele está tratando conosco da forma mais séria, com o fim de mover todos os nossos sentidos mais profundos. Portanto, não há parte de nossa alma que não receba sua influência. João Calvino, Exposição de Hebreus, p. 108



Moisés registra que foi acabada a terra e acabados os céus, como todo o exército deles (Gn 2.1). Que vale ansiosamente indagar em que dia, à parte das estrelas e dos planetas, hajam também começado a existir os demais exércitos celestes mais recônditos, quais sejam os anjos? Para não alongar-me em demasia, lembremo-nos neste ponto, com em toda a doutrina da religião, de que se deve manter a só norma de modéstia e sobriedade, de sorte que, em se tratando de cousas obscuras, não falemos, ou sintamos, ou sequer almejemos saber, outra cousa que aquilo que nos haja ensinado na Palavra de Deus. Ademais, impõe-se, ainda, que no exame da Escritura nos atenhamos a buscar e meditar continuamente aquelas cousas que dizem respeito à edificação, nem cedamos à curiosidade, ou à investigação de cousas inúteis. E, porque o Senhor nos quis instruir não em questões frívolas, mas na sólida piedade, no temor do Seu nome, na verdadeira confiança, no deveres da santidade, contentemos-nos com este conhecimento. João Calvino, As Institutas, I. 14.4



Devemos precaver-nos para que, cedendo ao desejo de adequar Cristo às nossas próprias invenções, não o mudemos tanto (como fazem os papistas), que ele se torne dessemelhante de si próprio. Não nos é permitido inventar tudo ao sabor de nossos gostos pessoais, senão que pertence exclusivamente a Deus instruir-nos segundo o modelo que te foi mostrado (Ex 25.40). João Calvino, Exposição de hebreus, p. 209.



Visto, então, que Deus por Si só não poderia provar a morte, e que o homem por si só não poderia vencê-la, Ele tomou sobre Si a natureza humana em união com a natureza divina, para que sujeitasse a fraqueza daquela a uma morte expiatória, que pudesse, pelo poder da natureza divina, entrar em luta com a morte e ganhar para nós a vitória sobre ela. João Calvino, Edição abreviada por J. P. Wiles das Institutas, II.12, p. 182.



Aqueles que repudiam as Escrituras, imaginando que podem ter outro caminho que o leve a Deus, devem ser considerado não tanto como dominados pelo erro, mas como tomados por violenta forma de loucura. Recentemente, apareceram certos tipos de mau caráter que atribuindo a si mesmos, com grande presunção, o magistério do Espírito, faziam pouco caso de toda leitura da Bíblia, e riam-se da simplicidade dos que ainda seguem o que esses, de mau caráter, chamam de letra morta e que mata. João Calvino - As Institutas da Religião Cristã - Livro I, Capítulo 9.



A mente piedosa [...] contempla somente o Deus único e verdadeiro, nem lhe atribui o que quer que à imaginação haja acudido, mas se contenta com tê-Lo tal qual Ele próprio Se manifesta...”. João Calvino, As Institutas, I.2.2.



Cristo suplantou a Adão, o pecado deste é absorvido pela justiça de Cristo. A maldição de Adão é destruída pela graça de Cristo, e a vida que Cristo conquistou tragou a morte que procedeu de Adão. João Calvino, Exposição de Romanos, p. 194-195.



Mesmo os santos precisam sentir-se ameaçados por um total colapso das forças humanas, a fim de aprenderem, de suas próprias franquezas, a depender inteira e unicamente de Deus. João Calvino, Exposição de 2 Coríntios, p. 22.





A verdade, porém, só e preservada no mundo através do ministério da Igreja. Daí, que peso de responsabilidade repousa sobre os pastores, a quem se tem confiado o encargo de um tesouro tão inestimável!” João Calvino, As Pastorais, p. 97.



Calvino comentando Gálatas 5.9[Um pouco de fermento leveda toda a massa] escreve: Essa cláusula os adverte de quão danosa é a corrupção da doutrina, para que cuidassem de não negligenciá-la (como é costumeiro) como se fosse algo de pouco ou nenhum risco. Satanás entra em ação com astúcia, e obviamente não destrói o evangelho em sua totalidade, senão que macula sua pureza com opiniões falsas e corruptas. Muitos não levam em conta a gravidade do mal, e por isso fazem uma resistência menos radical.[...] Devemos ser muito cautelosos, não permitindo que algo (estranho) seja adicionado à integra doutrina do Evangelho. João Calvino, Gálatas, p. 158-159.



“A sã doutrina certamente jamais prevalecerá, até que as igrejas sejam melhor providas de pastores qualificados que possam desempenhar com seriedade o ofício de pastor”. João Calvino, Calvin to Cranmer, Letter 18. Em John Calvin Collecttion, The AGES digital Library, 1998.



Deus, acomoda-se ao nosso modo ordinário de falar por causa de nossa ignorância, às vezes também, se me é permitida a expressão, gagueja. João Calvino, Commentary on the Gospel According to John (Calvin’s Commentaries, vol. XVIII), p.229.



Ora, primeiro, com Sua Palavra nos ensina e instrui o Senhor. Então, com os sacramentos no-la confirma; finalmente, com a luz de seu Santo Espírito a mente nos ilumina e abre acesso em nosso coração à Palavra e aos sacramentos, que, de outra sorte, apenas feririam os ouvidos e aos olhos se apresentariam, mas, longe estariam de afetar-nos o íntimo. João Calvino, As Institutas, IV. 14.8.



A Palavra de Deus é uma espécie de sabedoria oculta, a cuja profundidade a frágil mente humana não pode alcançar. Assim, a luz brilha nas trevas, até que o Espírito abra os olhos ao cego. João Calvino, Exposição de 1 Coríntios, p. 89.



Em 28 de abril de 1564, um mês antes de morrer, tendo os ministros de Genebra à sua volta, Calvino despede-se; a certa altura ele afirma: a respeito de minha doutrina, ensinei fielmente e Deus me deu a graça de escrever. Fiz isso do modo mais fiel possível e nunca corrompi uma só passagem das Escrituras, nem conscientemente as distorci. Quando fui tentado a requintes, resisti à tentação e sempre estudei a simplicidade. Nunca escrevi nada com ódio de alguém, mas sempre coloquei fielmente diante de mim o que julguei ser a glória de Deus. [...] Esquecia-me de um ponto: peço-lhes que não façam mudanças, nem inovem. As pessoas muitas vezes pedem novidade. Não que eu queira por minha própria causa, por ambição, a permanência do que estabeleci, e que o povo o conserve sem desejar algo melhor; mas porque as mundanas são perigosas, e às vezes nocivas... João Calvino, Calvin: Textes Choisis par Charles Gagnebin, p. 42-43.





Invocar a Deus é o principal exercício da fé e da esperança; e é assim que obtemos da parte de Deus todas as bênçãos. João Calvino, Efésios, p. 195



Sempre que nossos males nos oprimem e nos torturam, retrocedamos nossa mente para o Filho de Deus que suportou o mesmo fardo. Enquanto ele marchar diante de nós, não temos motivo algum para desespero. Ao mesmo tempo, somos advertidos a não buscar nossa salvação em tempo de angústia, em nenhum outro senão unicamente em Deus. Que melhor guia poderemos encontrar para oração além do exemplo do próprio Cristo? Ele se dirigiu diretamente ao pai. O apóstolo nos mostra o que devemos fazer, quando diz que ele endereçou suas orações. Àquele que era capaz de livrá-lo da morte. Com isso ele quer dizer Cristo orou corretamente, visto que recorreu ao Deus que é o único Libertador. João Calvino, Exposição de Hebreus, p. 134.



A oração é o antídoto para todas as nossas aflições. John Calvin, Commentary of the Nook of Psalms, vol. VI/4), p. 379.



E devemos confiar que assim como nosso Pai nos nutriu hoje, Ele não falhará amanhâ. João Calvino, Instrução na fé, cap. 24, p. 67.



Em virtude nosso coração incrédulo, o mínimo perigo que ocorre no mundo influi mais em nós do que o poder de Deus. Trememos antes a mais leve tribulação, pois olvidamos ou nutrimos conceitos mui pobres acerca da onipotência divina. João Calvino, O livro de Salmos, vol. 2 , p. 658.



“O conhecimento de Deus não está posto em fria especulação, mas lhe traz consigo o culto", - As Institutas, I.12.1



“Portanto, uma vez que, de seguir-se na duração de Deus, nimiamente fraco e frágil vínculo da piedade seja ou praxe da cidade ou o consenso da Antigüidade, resta que o próprio Deus dê do céu testemunho de Si" - As Institutas, I. 5.13.



“Nós sabemos por experiência que o canto tem grande força e vigor para mover e inflamar os corações dos homens, a fim de invocar e louvar a Deus com um mais veemente e ardente zelo.” João Calvino, Prefácio à edição de 1542 do Saltério Genebrino.



Aqueles que se retraem de ouvir a Palavra proclamada estão premeditadamente rejeitando o poder de Deus e repelindo de si a mão divina que pode libertá-los. João Calvino, As Institutas São Paulo, Casa Presbiteriana, 1985,(Rm 1.16), p. 58.

Charles Spurgeon: Uma Breve Biografia

por

Professor Robert H. Ellison

† NASCE em Kelvedon, Essex, Inglaterra, em 19 de Junho de 1834.

† NOVO NASCIMENTO em Colchester, em 06 de Janeiro de 1850.

† Se converte num BATISTA, em 03 de Maio de 1850. (É batizado no Rio Lark, em Isleham).

† Prega seu PRIMEIRO SERMÃO, na casa de uma família rural em Teversham, 1850.

† Prega seu primeiro sermão na Capela Batista WATERBEACH, em 12 de Outubro de 1851.

† Prega seu primeiro sermão na Capela New Park Street, Londres, em 18 de Dezembro de 1853.

† Aceita o PASTORADO da Capela New Park Street, Londres, em 28 de Abril de 1854 (então com 232 membros).

† Primeiro sermão PUBLICADO no “New Park Street Pulpit, em 07 de Janeiro de 1855.

† MATRIMÔNIO com Susanah Thompson (nascida em 15/01/1832) em 08 de Janeiro de 1855.

† VIAGEM DE BODAS por 10 dias à Paris, França, do matrimônio de Spurgeon, na primavera de 1856.

† Inicia o Comitê para a construção do TABERNÁCULO METROPOLITANO, em Junho de 1856.

† FILHOS GÊMEOS (não idênticos) Thomas e Charles, nascidos em 20 de Setembro de 1856.

† Estabelece o THE PASTOR'S COLLEGE em 1856, que se expande em 1857.

† INAUGURAÇÃO do Tabernáculo Metropolitano, com uma Reunião de Oração, em 18 de Março de 1861.

† É fundada a Associação dos COLPORTOTES (distribuição de livros) do Tabernáculo Metropolitano, em 1866.

† É fundado o Orfanato Stockwell (para meninos), em 1867. A primeira pedra foi lançada em 9 de Setembro de 1869.

† É posta a primeira pedra pelo Diácono Thomas Olney para o EDIFÍCIO do The Pastor's College (a construção terminou em Março de 1868).

† São iniciadas suas férias anuais no sul da França, para descanso e recuperação, em Dezembro de 1871.

† São agregados 571 membros em Fevereiro de 1873, para uma membresia total de 4.417.

† É colocada a primeira pedra para um novo edifício do The Pastor's College, em 14 de Outubro de 1873.

† É inaugurado o FUNDO PARA LIVROS da Senhora Spurgeon, em 1875.

† Apresentação da lembrança pelas BODAS DE PRATA pastorais, em 20 de Maio de 1879.

† É fundado o Orfanato Stockwell (para meninas), em 1879. A primeira pedra foi lançada em 22 de Junho de 1880.

† CELEBRAÇÕES POR SEU JUBILEU e reconhecimentos, em 18 e 19 de Junho de 1884.

† Primeiro artigo da “Controvérsia do Declínio” publicado na revista “A Espada e a Colher”, em agosto de 1887.

† Morre ELIZA, a mãe de Spurgeon, com a idade de 75 anos, em 1888

† ÚLTIMO SERMÃO pronunciado no Tabernáculo Metropolitano, em 07 de Junho de 1891.

- Durante seu Pastorado, foram batizados e se uniram ao Tabernáculo 14.692 irmãos.

- No final do ano de 1891 a membresia contava com 5.311 (a capacidade do Tabernáculo era de 6.000, com 5.500 assentos, 500 de pé; as dimensões: 44.5 m de largura, 25 m de comprimento, 21 m de altura).

† Sofre muito pelas dores e enfermidades durante os meses de Junho e Julho de 1891.

† Viaja de novo (pela última vez) para MENTON, França, em 26 de Outubro de 1891.

† Nesse lugar, ADOECE GRAVEMENTE pela combinação sofrida e duradoura de reumatismo, gota e enfermidade de Bright (rins).

† Ainda descansando em Menton, finalmente CAI DE CAMA, em 20 de Janeiro de 1892.

† O corpo de Spurgeon MORRE, mas seu espírito entra na GLÓRIA, em 31 de Janeiro de 1892.

† É sepultado no cemitério de Norwood, em 11 de Fevereiro de 1892.

† Seu irmão JAMES (Pastor Assistente do Tabernáculo), morre com a idade de 61 anos, em 22 de Março de 1899.

† Seu pai (e Pastor) JOHN, de quase 92 anos, morre em 14 de Junho de 1902.

† Sua esposa (e colaboradora) SUSANAH, morre aos 71 anos, em 22 de Outubro de 1903.

† Seu filho (e Pastor) THOMAS, morre aos 61 anos, em 17 de Outubro de 1917.

† Seu filho (e Pastor) CHARLES, morre aos 70 anos, em 13 de Dezembro de 1926.


Tradução livre: Felipe Sabino de Araújo Neto

Cuiabá-MT, 20 de novembro de 2004.

25 de junho de 2010

NOVO VISUAL

Olá amigos

Agora vou usar novamente o blog que estava parado.

Tudo o que tinha no site vou colocar aqui.

Acompanhe pelos links à direita logo abaixo da foto.

Quero estar mais vezes por aqui.

Abraços

Hebert

23 de junho de 2010

SÓ PALAVRAS?

Provérbios 15.1-7


Coloca, SENHOR, uma guarda à minha boca; vigia a porta de meus lábios (Sl 141.3)

O bem e o mal estão na ponta da língua. Através de nossas palavras podemos confortar ou incomodar alguém. É preciso buscar sabedoria no falar, pois bênção e maldição estão em poder da língua.

Através do que falamos construímos ou destruímos relacionamentos. Quando alguém fala de forma agressiva conosco, se dermos uma resposta branda estaremos semeando paz. Em muitos casos é melhor ficar de boca fechada do que falar o que não deve. Muitas discussões e até agressões seriam evitadas se as pessoas simplesmente não revidassem. É preciso tomar muito cuidado para não ofender as pessoas. É muito difícil conquistar a amizade de alguém ofendido.

Alguns dizem que não conseguem ficar calados porque são sinceros. Mas quando falamos demais, não demonstramos sinceridade e sim impaciência, ignorância e arrogância. Há um provérbio que diz: “Até o estulto, quando se cala, é tido por sábio”. Quem muito fala está prejudicando a si mesmo.

Através do que falamos construímos ou destruímos a vida. Com nossas palavras podemos arranjar um casamento ou uma separação. Um emprego ou uma demissão. Podemos educar nossos filhos ou provocá-los a ira. Com palavras fazemos rir ou chorar. Uma palavra de motivação desperta talentos. Palavras de desânimo podem levar alguém à depressão.

Portanto, se há algo com que devemos nos preocupar, é a nossa língua. A Bíblia faz, em Tiago, uma série de comparações nos incentivando a usá-la com cuidado. Tiago chega a dizer que a língua é como uma fagulha que pode pôr fogo em uma floresta inteira, como um animal bravo impossível de ser domado. E lança um desafio dizendo: se não tropeçarmos no falar, seremos também capazes de controlar o restante do nosso corpo. Alcançamos a maturidade.

O sabor dos alimentos pode ser percebido através da língua. A vida terá maior sabor se aprendermos a utilizá-la.

Eis um grande desafio, controlar a língua.


Rev. Hebert dos Santos Gonçalves

18 de agosto de 2009

Vídeo Igreja

video

3 de abril de 2009

Ateístas britânicos em delírio

Na cidade onde a Confissão de Fé de Westminster (1646) foi redigida, onde viveram John Wesley (1703-1791), o fundador do metodismo, William Booth (1829-1912), o fundador do Exército de Salvação, e Charles Spurgeon (1834-1892), o “príncipe dos pregadores evangélicos”, duzentos ônibus urbanos (além de outros seiscentos no resto do país) ostentam cartazes com os seguintes dizeres: “There’s probably no God. Now stop worrying and enjoy your life” (Provavelmente, Deus não existe. Agora, pare de se preocupar e curta a vida).
A campanha ateísta que custou 195 mil dólares é uma iniciativa da Associação Humanista Britânica em reação aos pôsteres evangélicos sobre a salvação em Cristo e conta com o apoio do biólogo ateu Richard Dawkins, autor de “Deus, Um delírio”. O projeto, que começou no dia 6 de fevereiro e vai até o mês de abril, só não foi mais ostensivo e direto porque a lei proíbe.
O que aconteceu em Londres faz lembrar o Salmo 2, o mesmo que foi citado na oração da igreja primitiva (At 4.25-26). Esse Salmo traz à tona a velha aspiração humana de livrar-se da existência e da autoridade de Deus: “Os líderes das nações se reuniram e traçaram planos para derrotar o Senhor e seu Escolhido”, tomando a seguinte decisão: “Vamos quebrar essas correntes e acabar com essa escravidão a Deus” (Sl 2.2-3, BV).
É impossível não relacionar a proposta das faixas e dos pôsteres na Inglaterra com a contraproposta do último capítulo de Eclesiastes. Enquanto a Associação Humanista Britânica nos diz que devemos curtir a vida à vontade, já que não há quem temer, o sábio é conclusivo: “Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos, porque isso é o essencial para o homem” (Ec 12.13).
Revista Ultimato 317 Março/Abril 2009

12 de março de 2009

VALE TUDO

Será que vale tudo na evangelização? Como devemos obedecer a ordem de Jesus a evangelizar o mundo?
Algumas igrejas tem sido tão criativas que chegaram a levar literalmente o vale tudo para seus templos.

Veja a reportagem abaixo:


Vale-tudo

Igreja monta ringue de luta em templo para atrair mais jovens





Igreja Renascer monta ringue de vale-tudo em templo para atrair mais jovens a culto em SP


Dois, três, quatro rounds e, com o perdedor estirado na lona, o pastor Mazola encerra a primeira série de lutas e anuncia o início do culto.
É 1h da madrugada de sábado e o templo da Igreja Renascer em Cristo em Alphaville, na Grande São Paulo, abriga seu primeiro campeonato de vale-tudo, esporte de combate que mescla modalidades como boxe e caratê. "Queremos atrair mais jovens", conta o bispo Leandro Miglioli, 33, de jeans e camiseta polo.
Sem álcool e cigarro, mas com a pancadaria tradicional do esporte, o festival reuniu frequentadores de academias da região para se enfrentarem no ringue colado ao altar. O público (bermuda, chinelo, tatuagem) vibrava.




O locutor do embate ficava no palco onde os pastores fazem as pregações. Na pausa para louvor no mesmo local, o pastor Mazola (cabeça raspada e camiseta regata de lutador) contou que já foi usuário de drogas e convocou os presentes a se converterem.
"Cerca de 60 jovens entregaram a vida para Jesus", diz Miglioli, que cadastrou nomes e telefones dos convertidos.
Culto encerrado, a luta continua -até depois das 3h30, cinco horas após começar. Satisfeita, a igreja fará outro campeonato neste ano.
"Um ringue ao lado do altar é inusitado, mas não extraordinário entre evangélicos", diz a antropóloga Clara Mafra, pesquisadora da religião. "Nos anos 1940, eles introduziram no Brasil guitarras em cultos. Nos anos 1950, a Assembleia de Deus fez concursos de miss entre as irmãs e não deu certo. A junção de sagrado e mundano causa estranheza, que pode ser ruim ou ter apelo como bom marketing religioso."
Jiu-jitsu
Duas vezes por semana, o mesmo templo da Renascer fica aberto para treinos de jiu-jitsu. "Quem vem aprende esporte e larga os vícios do mundão", diz Emerson Silva, 27, que se diz cético sobre as polêmicas envolvendo a igreja (prisão dos líderes por sonegação e críticas pela queda do teto de um templo que deixou nove mortos).
As lutas acontecem no fundo da igreja, após os cultos. "O primeiro foco é Deus, mas o esporte ajuda os jovens", diz Filipe Farias, 18, frequentador também da igreja Bola de Neve, que adota sintonia com esporte --no caso, uma prancha de surfe sobre o púlpito.


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APU GOMES
Repórter-fotográfico da Folha de S.Paulo
DANIEL BERGAMASCO

3 de fevereiro de 2009

Homem Presbiteriano

DIA DO HOMEM PRESBITERIANO

O calendário eclesiástico da Igreja Presbiteriana do Brasil reserva este primeiro domingo de fevereiro para a comemoração do Dia do Homem Presbiteriano. Essa comemoração foi oficializada no I Congresso Nacional de Homens Presbiterianos, realizado aqui em Campinas, em 1966. Hoje, portanto, é um dia muito oportuno para refletirmos a respeito dos privilégios e das responsabilidades do homem presbiteriano.A Escritura Sagrada mostra que Deus concedeu ao homem grandes privilégios e deu-lhe grandes responsabilidades. Ao homem foi concedido o privilégio da iniciativa na formação de seu lar. A ele foi dito: “Deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gênesis 2.24). Mas, também, ao homem foi dada a responsabilidade de cuidar da saúde emocional e espiritual da esposa. “Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações” (1 Pedro 3.7). Ao homem foi concedida a liderança do lar; isso fica claro nas palavras do apóstolo Paulo em Efésios 5.22-24. Ao homem foi ordenado amar sua esposa com o mais elevado amor: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5.25).Ao homem foi dada também a responsabilidade sobre a vida espiritual de seus filhos. Dirigindo-se aos israelitas, Moisés disse-lhes: “Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas” (Deuteronômio 6.6-9). E o apóstolo Paulo escreveu aos efésios: “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” (Efésios 6.4). É o pai – e não a mãe! – que tem a responsabilidade de conduzir seus filhos ao Senhor e de educá-los na fé.A sociedade moderna também impõe ao homem grandes responsabilidades e obrigações. Diante disso, os homens precisam receber um tratamento especial. Nos países mais desenvolvidos já estão sendo montados centros de ajuda específicos para homens. No Canadá, por exemplo, já existem programas de assistência a jovens do sexo masculino. A medida pretende evitar gastos previdenciários futuros com famílias que perdem cedo demais pais e maridos. No Brasil já estão surgindo grupos de amparo aos homens. A nossa Igreja também está tomando providências especiais para amparar os homens; já temos um ministério voltado para os homens (Homens da Palavra) e hoje estamos iniciando, na escola dominical, uma classe especial para homens. Aos homens presbiterianos, os nossos parabéns pelo transcurso do seu dia, a nossa saudação respeitosa e a nossa fraterna mão estendida.

Rev. Adão Carlos Nascimento

16 de dezembro de 2008

Não Adulterarás

Pregação dia 30-11-2008
Rev. Hebert dos Santos Gonçalves

13 de novembro de 2008

Fotos Antigas

Algumas fotos da minha infância e adolescencia. Repare que naquela época já existia foto colorida.

De Fotos Antigas



Fotos Antigas

30 de outubro de 2008

Onde Estão os Reformadores?

É muito difícil não estar preocupado a respeito do estado das igrejas evangélicas hoje. Não é nem tanto pela abundância de erros; isto já é sério o suficiente. Mas, o que é tão sério quanto isto e mais preocupante é que o espírito de reforma nos deixou. Onde estão os reformadores? Em vão nós procuramos por eles. A ausência deles é uma das maiores evidências do fato de que nós vivemos em dias de declínio espiritual.

Como é que vamos reconhecer um verdadeiro reformador? Não será por causa de algum “plano de reforma” que ele irá publicar. Nenhum verdadeiro reformador das gerações passadas jamais anunciou algum “programa”, “estratégia”, ou “década de reforma”. Cada um simplesmente foi fiel às Escrituras e através da sua fidelidade a Reforma veio. Quando Lutero afixou as suas 95 teses na porta da igreja ele não sabia que estava preparando o caminho para a Reforma. Ele estava simplesmente sendo fiel às Escrituras. Quando William Tyndale decidiu traduzir a Bíblia para o inglês, a qualquer custo, ele não estava ciente de que estava preparando o fundamento para o nascimento do Puritanismo na Inglaterra. Quando Thomas Chalmers lutou contra o modernismo e contra o patrocínio de ministros e exigia o direito da congregação escolher o seu próprio ministro e a resistir os líderes que fossem forçados a assumir o púlpito, e quando ele protestou contra todas as tentativas do Parlamento ou dos Tribunais de inferência nos assuntos espirituais ou eclesiásticos, ele não sabia que isto iria resultar no chamado hoje de Disruption (Ruptura).

Estes reformadores da igreja estavam apenas imitando o exemplo do próprio Salvador, que simplesmente pregava de maneira fiel às Escrituras. Jesus apontou os erros da igreja nos seus dias, e foi rejeitado por causa da sua fidelidade. É assim que sempre será aqui na terra. A reforma não requer conferências especiais, especialistas caros, muito investimento em propaganda; na verdade, se qualquer pessoa que poderia vir a ser um reformador passasse a gastar tempo e investir nestes planos, eles não estariam mais agindo no espírito da reforma e seriam julgados por isso.

Quando pensamos a respeito do trabalho dos reformadores da igreja, jamais devemos olhar para as pessoas apenas. O livro escrito por Lucas deveria ser conhecido como “Os Atos de Cristo Ressurreto”, ao invés de Atos dos Apóstolos. A Reforma da Igreja sempre é um trabalho soberano do Senhor. Qualquer reforma que realmente mereça este nome é inteiramente o trabalho de Deus e não o fruto de uma ação ou pessoa qualquer.

A Bíblia nos diz que “O Espírito do Senhor revestiu Gideão” em Jz.6:34. Isto não quer dizer que Gideão se ergueu imediatamente e entrou em ação, que ele de súbito jogou fora a preguiça e a sensação de derrota, e que o desejo de batalha o encheu, fazendo com que ele pegasse nas armas para lutar. Se isto fosse verdade, nós não estaríamos lendo a história dos Atos de Gideão, mesmo se o Espírito tivesse dado o primeiro impulso ou a primeira fagulha de ação. O que nós lemos é que “O Espírito do Senhor REVESTIU a Gideão”. Estas belas palavras significam literalmente que o Espírito do Senhor revestiu a Gideão. Esta é a palavra usada quando o homem coloca sua roupa de trabalho para ir trabalhar. O soldador protege o seu rosto da solda, se reveste com óculos de proteção, o ferreiro coloca o seu avental de couro, revestindo o seu corpo de proteção, o piloto coloca sua jaqueta de vôo e está pronto para ir trabalhar. Mas ninguém é tão ingênuo que possa pensar que a roupa é quem capacita para o trabalho, mas sim, o trabalhador resvestido, é quem faz o trabalho. A Bíblia nos diz que o Espírito do Senhor revestiu Gideão, e este autor compreende que naquele momento, Gideão era para o Espírito o que o avental de couro é para o ferreiro. Gideão é apenas a roupa de trabalho - quem faz o trabalho é o Espírito de Deus. Então quem estava entrando em ação para libertar o povo e elevar o padrão? Era o Espírito Santo!! O Senhor se levanta para a batalha. O livro de Juizes não é um conjunto de estórias de grandes feitos de algumas pessoas exemplares; é o resultado dos poderosos feitos de Jeová. Olhe a vida subsequente de Gideão e irá encontrar um homem que cai. O que ele fez foi unicamente por intermédio de Deus, em um período de reavivamento.

Se a Reforma da Igreja não for vista desta maneira, nós ficaremos tão atarefados, estudando fatos e pessoas que participaram de eventos no passado. Sempre que existe um declínio na igreja e a acomodação domina, algumas pessoas ficam preocupadas e começam a reclamar do que está acontecendo. Eles dizem, “Sim, temos uma doença aqui, mas você não vai desertar da sua mãe doente!” Estas pessoas dão uma aparência de responsabilidade e gentileza, mas o diagnóstico delas está errado. As igrejas em declínio não são mães doentes; elas são médicos ruins dando veneno às mães e pais e crianças que foram colocadas sob os seus cuidados.

Também existiram pastores preocupados, trabalhando nas igrejas durante o tempo da Reforma. Este foi o caso, por exemplo, no País de Gales. Uns 200 anos foram necessários para que as verdades da Bíblia fossem aceitas pela maioria dos cristãos daquele principado. Como se explica isso? Era porque muitos pastores diziam às suas congregações que estavam preocupados com o estado da igreja, até falavam das mensagens da Bíblia, mas não entravam em ação. Eles acalmavam o povo com expressões de preocupação, mas a igreja local permanecia exatamente onde estava. Não foi transformada aquela comunidade até que a Palavra foi vigorosamente aplicada na vida daquele povo, e assim, dois séculos mais tarde eles passaram a viver e praticar o que o Novo Testamento ensinava. A oportunidade foi perdida na época, e só foi aproveitada 4 ou 5 gerações mais tarde.

Isto é o que acontece freqüentemente hoje, ministros e pastores falam dos erros existentes em suas denominações, e muitos diáconos ou presbíteros o apoiam, mas a “mamãe está doente”, e nada é feito. Eles expressam a sua preocupação, permanecem “fiéis” e “evangélicos”; tomam conta do seu próprio púlpito e não fazem nada a respeito do que está sendo dito nos outros púlpitos da mesma região e denominação. Eles cooperam com todos os homens em campanhas evangelísticas e a sua estratégia alegra os moderados perfeitamente, assim, a moderação prevalece. Traição ao Evangelho está prevalecendo e eles pensam que podem trabalhar para reformar oferecendo o seu tempo. Tentam ir mudando os médicos que envenenam o povo gradualmente, até que os evangélicos como eles sejam maioria. Então elas começam por submeter-se e dialogar com os “envenenadores”, e assim fazem parte deste mal que assola a igreja. Querem preparar toda a estratégia da reforma com as próprias mãos. Eles irão determinar um plano para si mesmos. Assim eles irão assumir a posição que o Espírito reservou só para Si.

A reforma genuína não tem nada a ver com as estratégias e planos humanos. As pessoas “bem intencionadas” estão capengando e tentando fazer um pouco neste momento para tentar deter o movimento das denominações históricas, buscando uma união com a Igreja Católica Romana, e os modernistas são exatamente este tipo de reformadores. Eles estão fazendo algo, não com convicção, mas com a sensação de que existem muitos homens mais capazes do que eles; na verdade estes homens não estão fazendo nada.

O caminho usado pelo Senhor para levar os reformadores da Sua Igreja pertence só a Ele. Os homens são instrumentos cegos, o mero avental de couro que o Espírito Santo veste quando vai entrar em ação. Eles são soldados, não sabem de todo o plano da batalha. Eles não são diplomatas ou estrategistas que decidem onde e como irão se posicionar estrategicamente. Este tipo de estratégia é totalmente errada, quando se trata da Igreja do Nosso Senhor.

Existe uma coisa que nós sabemos a respeito dos reformadores. Eles não são compreendidos e são mal interpretados e julgados pelos seus contemporâneos. Você deve ler o que os opositores de Spurgeon escreveram a respeito da sua pessoas e do seu caráter. Neste obituário escrito no THE TIMES, Joseph Parker foi gentil quando escreveu o resumo da vida de Spurgeon desta forma: “O Sr. Spurgeon era totalmente destituído de benevolência intelectual. Se homens enxergavam as coisas do ponto de vista dele, eram ortodoxos; se eles viam de qualquer outra maneira eram heterodoxos, pestilentos e não adequados para ensinar a mente dos alunos inquisidores. O Sr. Spurgeon era dono de um egotismo (ou vaidade) superlativo; não do tipo tímido e disfarçado, mas um egotismo adulto, maduro, controlador, do tipo que toma os assentos mais importantes como se fossem seus por direito. As ;únicas cores que o Sr. Spurgeon reconhecia eram o preto e o branco”. (The Time, 03-02-1892).

O padrão é sempre o mesmo. O reformador é considerado um homem brilhante, mas solitário. Ele é acusado de pensar que não é compreendido. É desconfiado, veemente, afiado, absolutista; ele vê corrupção em tudo, podridão, um processo de subversão; é agressivo, sempre quer tudo à sua maneira; vem de uma minoria cultural dentro do seu país; nunca compreende as questões; não foi educado ou instruído no certo; ele é ... velho!! Isso é o que pensam do reformador.

Neste aspecto, o discípulo não é maior do que o seu Senhor. Cristo foi rejeitado e odiado, chegou a ser chamado de glutão e tomador de vinho, que sempre estava cercado de prostitutas e coletores de impostos, que veio do lugar errado, que desprezava a lei e a virava ao contrário. Ele foi taxado de revolucionário que pregava a rebelião contra as autoridades eclesiásticas; um que surgiu no palco da vida pública sem autorização ou competência. Até hoje ainda aparecem novas acusações contra ELE.

Esta é a visão que as pessoas têm, por não entenderem que o Espírito Santo usa os seres humanos, como o trabalhador que veste sua roupa de trabalho, quando Ele vem reformar a Sua Igreja.

É este tipo de trabalhador, homens e mulheres que tenham sido revestidos pelo Espírito Santo, que nós não temos conseguido encontrar hoje. Esta é a mais triste evidência do nosso declínio espiritual.

Autor: Geoffrey Thomas
Artigo transcrito do Jornal “Os Puritanos” - Ano II, Nº. 4

29 de outubro de 2008

Spurgeon

O PECADO, TOMANDO OCASIÃO PELO MANDAMENTO, ME ENGANOU, E POR ELE ME MATOU.

Romanos 7.11

Cristão, cuida-te para não fazeres pouco do pecado. Toma cuidado para não caíres aos poucos. O pecado, um detalhe? Não é um veneno? Quem conhece seus efeitos mortais? O pecado, um detalhe? As raposinhas não estragam as uvas? Não é verdade que o pequeno coral forma uma rocha que destrói uma armada? Pequenos golpes não abatem grandes carvalhos? Pequenos pingos d'água não desgastam pedras? O pecado, um detalhe? Foi o que feriu a cabeça do Redentor com espinhos e lhe dilacerou o coração! Foi o que o fez sofrer angústia, amargura e pesar. Se pudesses medir o menor dos pecados com a régua da eternidade, fugirias dele como de uma serpente, e abominarias a mais leve aparência do mal. Considera cada pecado como se fosse o que crucificou o Salvador, e verás que ele é "excessivamente pecaminoso".

16 de outubro de 2008

Oração - Mensagem de Rute


“O Senhor seja contigo”
Nosso Pai do céu, Criador e Sustentador do nosso mundo, tu sustentas tudo o que criaste dentro da tua bondosa providência. Agradecemos-te pela rica liberdade que nos tens dado. Ajuda-nos em todas as coisas a ver a tua mão e a viver como seres cuja vida está sob o teu cuidado soberano. Como Rute de Moabe veio a ser uma de teu povo, assim tu nos chamas pelo nome e nos convidas para o lar. Estamos felizes em encontrar abrigo sob o refúgio das tuas asas.
Em Jesus Cristo, nosso “parente remidor”, tu vens ao nosso encontro em nossa mediocridade e transforma a nossa vida humana, fazendo-a tua. Nós agradecemos pelo teu amor altamente sacrificial e remidor, que nos libertou a fim de podermos partilhar da vida da tua família. Tu assumiste nossos sofrimentos, nosso pecado, nossa amargura, nosso medo. Perdoa-nos os nossos pecados e nos ensina a perdoar. Quando estivermos andando como Noemi, pelo vale das lágrimas, ao entardecer e nas trevas, concede que não percamos de vista o alvorecer da ressurreição da esperança e da alegria.
Através do Espírito Santo, o Doador da vida, conduze-nos à verdade. Tu enriqueces a tua lei através do calor pessoal do teu generoso amor. Assim como Boaz foi além da vocação do dever na graciosa provisão das necessidades alheias, o teu dom da graça é muitíssimo mais abundante do que podemos pedir ou imaginar! Ensina-nos a ficar alertas às necessidades dos outros e a trabalhar pela justa distribuição das riquezas do teu mundo, para que todos tenham o pão de cada dia.
Deus, Santa Trindade, de ti cada família terrena recebe o seu nome e aprende o seu amor. Tu és o Deus da história cujos propósitos cobrem séculos. Através da tua família, a igreja, tu agora tornas claro o teu plano de unir todas as coisas, tanto no céu como na terra, em Jesus Cristo, nosso Senhor. Diante dele, um dia, todo joelho se dobrará. A ti rendemos o nosso louvor, pedimos o teu auxílio e buscamos colocar todos os aspectos de nossas vidas sob o domínio de Cristo, nosso Senhor, pois dele, por meio dele e para ele são todas as coisas. A ele glória para sempre. Amém.

David Atkinson